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Agro tem 19 companhias no Índice de Carbono Eficiente da B3

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Por Vera Ondei

Índice contempla fazendas, agroindústria, empresas que atuam nas cadeia de valor do campo e também instituições financeiras.

 Ao comprar uma ação, você apostaria em companhias verdes? Se sim, como medir e o que é, de fato, uma companhia verde? Na primeira semana de janeiro, a B3, a bolsa de valores de São Paulo, anunciou quais empresas e instituições financeiras compõem para este ano o seu Índice de Carbono Eficiente (ICO2), uma métrica que, de acordo com a bolsa de valores, demonstra “o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono”.

 No índice deste ano estão 67 ações de 64 companhias de capital aberto que pertencem a 29 setores. O agro, que não está fora dessa lista, tem uma participação significativa de 29,6% do total. São 19 companhias que atuam no agro de forma direta ou participam em parte de suas cadeias de valores, além das instituições financeiras com crédito para custeio e investimentos.

 Juntas, as empresas do ICO2 somaram R$ 2,89 trilhões em valor de mercado no ano passado, 63,64% do valor total das companhias com ações negociadas na B3, com base no fechamento do dia 30 de dezembro. Em 2020, o valor de mercado das companhias ICO2 foi de R$ 2,1 trilhões. Em 2021, monitorado mensalmente, em 8 dos 12 meses do ano o valor de mercado ficou acima de R$ 3 trilhões, com máximo registrado em junho: R$ 3,35 trilhões.

O índice criado em 2010 está na 12ª carteira apresentada. “Fazer parte do índice de Carbono Eficiente da B3 é um reconhecimento à nossa agenda ESG, especialmente frente ao nosso compromisso Net Zero 2040”, diz  Márcio Nappo, diretor de Sustentabilidade da JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, com produtos na mesa de consumidores de 190 países.

  Compor o índice e se manter nele, já que uma companhia pode perder a posição, faz parte de uma estratégia maior das empresas que têm sido duramente cobradas em questões ambientais. “Estamos comprometidos com a economia de baixo carbono”, afirma Nappo.  Em 2021, a JBS anunciou o compromisso de se tornar Net Zero até 2040, ou seja, de zerar o balanço líquido de emissões de gases de  efeito estufa.

 Entendendo o Índice de Carbono Eficiente

Desde 2020, integram o Índice de Carbono Eficiente empresas detentoras das 100 ações mais negociadas na bolsa. Antes dessa data eram apenas 50 empresas. Para que sejam aprovadas, elas devem elaborar um inventário de GEE (Gases de Efeito Estufa) e declarar-se formalmente à iniciativa ICO2.

 O peso de cada ação no índice considera:

 O valor de mercado do “free float” (ativos que estão em circulação)

A razão entre as emissões de gases de efeito estufa informadas no inventário para o ano-base (medidas em toneladas de CO2 equivalente – tCO2e)

A receita bruta reportada nas demonstrações financeiras padronizadas apresentadas no Brasil relativas ao mesmo ano-base

“O índice encurta o caminho de análise do investidor, apresentando a ele as empresas que produzem inventários de emissão de CO2”, diz César Sanches, superintendente de sustentabilidade da B3. “Ou seja, companhias que se mostram preocupadas em conhecer seus impactos ambientais e trabalhar para minimizá-los.”

  No caso da JBS, além do monitoramento da cadeia de produção da carne bovina por meio de tecnologias, entre elas o blockchain, a empresa tem feito parcerias com outras empresas e institutos de pesquisa, como o Instituto de Zootecnia da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, visando a identificação de aditivos alimentares com potencial para baixar as emissões de metano, principal gás de efeito estufa na pecuária em função da fermentação entérica dos animais.

 O Brasil tem 200 milhões de bovinos e pode ser exemplo para o mundo em gestão ambiental, para o plantel global de 1 bilhão de bovinos. Não por acaso, além da JBS, fazem parte do índice a Marfrig, a Minerva e a BRF, todas gigantes companhias do setor de proteínas.

 “Manter a nossa posição em um índice tão representativo como o ICO2 B3 revela que os nossos esforços são efetivos e trazem resultados”, afirma Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade e comunicação corporativa da Marfrig. “Fazer parte do índice é também uma grande responsabilidade. Não temos linha de chegada.”

  Até 2030, a companhia investirá R$ 500 milhões em seu Plano Marfrig VerdeMais, criado em 2020.  No caso da redução das emissões de metano, a Marfrig foi a primeira companhia do setor a incluir esse item no escopo 3, com a meta de reduzir em 33% as emissões até 2035, tendo 2019 como ano base para esse cálculo. Já nos escopos 1 e 2, a meta é reduzir as emissões absolutas (tCO2e) em 68%.

 As ações contínuas das companhias as mantêm no índice da B3, já que as revisões ocorrem a cada quatro meses.  Desde que foi criado, o ICO2 B3 apresentou performance de 103,86% contra 60,91% do Ibovespa, tendo como base o fechamento do último dia de 2021. Em dezembro, o ICO2 B3 teve ainda menor volatilidade: 18,78% contra  19,71% do Ibovespa. O índice conta com um ETF (Exchange Traded Fund), o ECOO11 (fundo de índice) gerido pela BlackRock, que detém um patrimônio líquido de R$ 37,7 milhões.

 

Confira onde está o agro no Índice de Carbono Eficiente

Empresas com participação majoritária no setor

JBS: proteína animal e vegetal

 

MARFRIG: proteína animal e vegetal

 

BRF SA:  proteína animal e vegetal

 

MINERVA:  proteína animal e vegetal

 

COSAN: bioenergia

 

VIBRA: bioenergia

 

KLABIN S/A: produtos florestais

 

 

SUZANO S.A: produtos florestais

 

SLC AGRÍCOLA: grãos e fibras

 

Empresa com participação no agronegócio

AMBEV S/A: bebidas

 

RUMO SA: logística

 

GRUPO NATURA: produtos de  florestas nativas

 

PÃO DE AÇÚCAR-CBD: comércio de alimentos

 

WEG:  automação, irrigação e insumos tecnológicos

 

GERDAU: aço (arames e insumos)

 

Instituições financeiras

(crédito em linhas oficiais e próprias)

 

SANTANDER BR

 

ITAUUNIBANCO

 

BRADESCO

 

BRASIL (BANCO DO BRASIL) (Forbes, 18/1/22)

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