Conexão MT

As Notícias se Encontram Aqui!

Ciro Gomes tenta atrair jovens com imagem de rebelde

Ciro Gomes tenta atrair jovens com imagem de rebelde
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Entre em nosso grupo de WhatsApp e receba notícias em tempo real CLICA AQUI

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Sob pressão de parte do partido, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) será lançado candidato à Presidência da República em convenção nesta sexta-feira (21) de olho no público jovem e de centro.


De acordo com dirigentes do partido, o pedetista deve reforçar durante seu discurso o novo mote da sua campanha, traduzido em slogan publicado nas redes sociais: “Ciro: A rebeldia da esperança”.

A estratégia, definida pelo marqueteiro João Santana, tem o objetivo de justificar o temperamento forte de Ciro e apresentá-lo como questionador, capaz de enfrentar a fome, a miséria e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Esta frase é mais que um slogan, é o lema da minha vida! Há mais surpresas na sexta. Vamo que vamos!”, escreveu Ciro no seu perfil do Twitter, nesta quarta-feira (19).

A avaliação é que a rebeldia traduz a cara do ex-ministro e busca reforçar a ideia de que ele é antissistema.

Em vídeo publicado nesta quinta (20) nas redes sociais, Ciro aparece caminhando, ao som do jingle que carrega seu slogan.

“Sou rebelde porque quero ver mudança; sou rebelde porque sinto a esperança; um rebelde nunca cede, nunca perde, enche o peito de coragem e sempre alcança”, diz a música. “Sou rebelde contra a fome e a injustiça, sou rebelde para acabar com tanta pobreza, sou rebelde e chega de mutreta. Sou rebelde para acabar com tanta tristeza”, continua o jingle.

Esta é a quarta vez que Ciro se lança candidato à Presidência da República.

A primeira vez foi em 1998. Em 2002, também foi derrotado no primeiro turno e decidiu apoiar na rodada seguinte o petista Luiz Inácio Lula da Silva, que acabou eleito. Ciro então se tornou ministro da Integração Nacional. Em 2018, disputou mais uma vez e terminou em terceiro lugar.

Agora, contra a polarização Bolsonaro-Lula, Ciro quer fidelizar o público jovem abaixo de 35 anos e ganhar espaço no eleitorado de centro que busca uma terceira via.

Para tentar ocupar esse espaço, o pré-candidato tem batido em Sergio Moro (Podemos), além de criticar Lula e Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais nesta semana, ele disse que o ex-juiz não conhece o Brasil e a história do povo.

A decisão da direção do PDT de lançar a candidatura do pedetista nesta sexta-feira tem também como objetivo mostrar que é para valer e que ele não tem intenção de recuar diante de pressão que tem recebido dentro da própria sigla.

Uma ala da bancada de deputados do partido defende que a sigla retire o nome da disputa pela Presidência e destine as verbas que iriam para a campanha nacional para os candidatos à Câmara.

Foi estipulado informalmente, inclusive, o prazo de março para que a candidatura de Ciro ganhe musculatura e que ele ultrapasse os 15% de intenções de voto. Se isso não ocorrer, parte dos deputados ameaça deixar o partido.

De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada em dezembro do ano passado, Ciro tem 7% das intenções de voto, empatado tecnicamente no terceiro lugar, ao lado de Sergio Moro, que tem 9%.

Segundo o levantamento, Lula lidera a corrida, com 48% dos votos, contra 22% de Bolsonaro.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, diz que não há insurgência da bancada contra Ciro e diz que não há possibilidade de ele retirar a candidatura caso não cresça nas pesquisas.

“Campanha política não é corrida de cavalo. É para defender projetos, ideias e é o que vamos fazer do começo ao fim”, afirma Lupi.

Ciro viveu um embate público com a bancada do partido no ano passado quando ameaçou retirar seu nome da briga pelo Palácio do Planalto se os congressistas mantivessem o voto majoritariamente favorável à PEC dos Precatórios, no início de novembro.

O projeto era uma prioridade do governo Bolsonaro e pavimentou a criação do Auxílio Brasil ao criar espaço para financiamento do programa que substituiu o Bolsa Família.

Nos bastidores, Ciro foi criticado por deputados do PDT, segundo os quais ele sabia e havia concordado com a posição da bancada. A maioria dos congressistas cedeu e votou contra a PEC por pressão da cúpula da legenda.

Além de críticas dentro do partido, Ciro também é criticado por parte da esquerda pela postura que adotou no segundo turno das eleições de 2018.

Depois de terminar a corrida pelo Palácio do Planalto em terceiro lugar, ele viajou para Paris no segundo turno do pleito e não anunciou o voto em Fernando Haddad (PT), que acabou derrotado por Bolsonaro.

A convenção desta sexta será realizada na sede do PDT, em Brasília. O evento será esvaziado em razão da pandemia, mas terá a presença do candidato derrotado à Presidência em 2018, Cabo Daciolo, que se filiará ao partido. Também terá a presença de alguns parlamentares do partido.

Comentários