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Perspectivas risonhas no campo – Por Roberto Rodrigues

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AGRONEGOCIO-Foto Instituto de Engenharia

Boas notícias para os brasileiros, com abastecimento garantido e com ótimas perspectivas de exportação de soja e milho.

Por Roberto Rodrigues

Os bons preços agrícolas nas duas últimas safras levaram produtores rurais de todas as regiões do mundo a aumentarem suas áreas plantadas. Com isso cresceu muito a demanda por insumos em geral (fertilizantes, defensivos, sementes, máquinas e equipamentos), o que provocou forte aumento de seus preços, com consequente crescimento dos custos de produção.

Essa onda global chegou ao Brasil, trazendo uma expectativa de margens menores na colheita da safra de 2022. Mesmo com essa possibilidade real e ainda se recuperando das perdas devidas aos problemas da seca do primeiro semestre em nosso país, os produtores seguem animados quanto ao plantio da nova safra de verão, que vai indo a todo vapor, até porque as condições de clima por enquanto estão favoráveis.

Nem as procedentes preocupações com a economia (PIB menor, inflação subindo, assim como as taxas de juros, câmbio, teto de gastos) e com as querelas no mercado internacional, foi muito significativo o resultado do Índice de Confiança do Agronegócio, medido no terceiro trimestre de 2021, o ICAgro. Na verdade, até surpreendeu.

O ICAgro, calculado por Fiesp e CropLife Brasil, vai de 0 a 200; 100 é o ponto neutro. Foram feitas 1.500 entrevistas com agricultores e pecuaristas de cerca de 50 indústrias.

Os dados divulgados mostram que o indicador fechou o período com 121,1 pontos; 1,2 acima do segundo trimestre. Esse avanço se deveu em grande parte às indústrias que atuam na fabricação de insumos e depois da porteira, cujo índice de confiança foi de 121,9 pontos. Isso se explica com a maior venda de máquinas agrícolas e fornecedores de fertilizantes e defensivos, bem como a exportação de carnes no período. O índice medido junto aos agricultores aumentou um pouco (0,3) em relação ao trimestre anterior, chegando a 121,7 pontos. Preços bons para a soja e melhores para cana-de-açúcar e café, devido à geada, justificam este otimismo.

Já para os pecuaristas houve um recuo de 8,3 pontos, influenciados pelos casos atípicos de “vaca louca” que afetaram as exportações de carne bovina, em especial para a China. Mesmo assim, o índice se manteve positivo: 114,2 pontos. Em resumo, ficou claro que os bons resultados da safra 20/21 mantiveram acesa a expectativa para a safra que está sendo plantada. Esse entusiasmo se reflete na numerologia oficial anunciada na segunda semana de novembro pela Conab, órgão governamental ligado ao Ministério da Agricultura que se ocupa das análises de perspectivas de safra.

Salta à vista o primeiro número ligado à expectativa de colheita de grãos, que deve beirar 290 milhões de toneladas, um número 14,7% maior que a colheita passada, ou 37 milhões de toneladas a mais. O número é muito expressivo, principalmente considerando que a área plantada crescerá apenas 4,1% em relação a 2020, e resultará de muita tecnologia. A área deve chegar a 71,8 milhões de hectares, outro recorde.

Resumo: boas notícias para os brasileiros, com abastecimento garantido e sem inflação, e com ótimas perspectivas de exportação de soja e milho (Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura,  é engenheiro agrônomo, agricultor, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV e embaixador especial da FAO para Cooperativas. Participa de diversos conselhos empresariais, institucionais e acadêmicos (Forbes, 28/1/22)

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