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PIB do Agro caminha para 30% do total do PIB Brasil – Por Lygia Pimentel

PIB do Agro caminha para 30% do total do PIB Brasil – Por Lygia Pimentel
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COLHENDO SOJA  Pixabay 1.jpg

Setor gerou empregos, renda e uma onda de investimentos no campo, com recordes de produção e de exportação.Dados que estão próximos de serem divulgados devem trazer o agro para uma participação de 30% no PIB brasileiro.

   No apagar das luzes do que foi 2021, muito possivelmente a gente vai ver um desempenho fechado para o PIB do agronegócio de mais de 10%. E isso é muito interessante, porque o PIB brasileiro do ano passado ficou com desempenho pífio de menos de 1%. Em meio a toda essa crise marcada por inflação, desemprego e tudo mais que acaba trazendo seus reflexos para a composição do PIB.

 O interessante é que nesse desbalanço entre os dois PIBs, o agro tem uma participação de 30% no total do PIB brasileiro. Os pormenores desse número serão descascados e serão trazidos à tona no fechamento do PIB do agro, que está próximo de ser divulgado, mas as prévias já dizem para nós que a importância do agro para o Brasil cresceu para o resultado econômico do país.

  E isso fica claro inclusive no tom da conversa, a gente ouve muita gente falando por aí que o agronegócio tem salvado o PIB brasileiro e, consequentemente, a economia brasileira, que é um setor muito pujante e acaba trazendo bons reflexos.

 Um dos motivos para esse resultado interessante do PIB é a valorização dos preços das commodities. O Brasil é, basicamente, um produtor de commodities e possui grande influência, isso é histórico. Enquanto muita gente critica a natureza agro do país, falando que ele deveria ser mais industrializado, a gente tem muitos desincentivos para a industrialização que vão desde passivo trabalhista até a taxação do setor manufatureiro. Isso recai também sobre o agronegócio, mas a gente tem clima, geografia e hidrografia extremamente favoráveis para a produção de alimentos. Então, por exemplo, enquanto os EUA tem uma safra de milho, nós temos duas ou até três em determinadas regiões. A gente consegue produzir ao longo do ano todo.

   Temos uma eficiência muito grande na produção de carne bovina porque utilizamos muitas pastagens ao invés de sistemas de engorda intensiva em grande maioria. Lembrando que pastagens bem manejadas, que produzem muita biomassa, acabam absorvendo o CO2 da atmosfera e isso acaba ajudando muito no balanço. Então, nós temos uma capacidade enorme de fazer um programa sustentável dentro da pecuária e de todo o agro brasileiro, simplesmente aumentando tecnologia.

 Lembrando disso, voltamos à ideia de que o agronegócio se desenvolveu muito bem pela alta no preço das commodities, pelo aumento de produção e seu valor como um todo. E a gente acabou trazendo muito estímulo ao setor pelo recorde de exportações. A gente exportou US$ 120,6 bilhões em 2021, resultado extremamente interessante e recorde. E isso tudo trouxe muito estímulo para que o setor pudesse compor positivamente a balança comercial. Então, temos aí todo um conjunto de excepcionalidades trazendo um bom resultado para o agro e se debatendo com o resultado brasileiro. O agronegócio gerou muitos empregos ao longo do ano passado, então foi um ano muito positivo para o setor e trouxe novidades.

 Por exemplo, passamos a falar de maneira muito forte dos Fiagros, que trazem uma nova modalidade de investimento para quem está longe do campo, mas enxerga no agronegócio uma boa alternativa de investimento e, inclusive, de diversificação de portfólio.

 Temos aí resultados recordes que mostram que Rousseau tinha razão e que o campo é produtivo, traz emprego, muito trabalho e bastante dignidade para o homem. E trabalhando de maneira sustentável, poderemos ajudar nas questões ambientais e sociais (Lygia Pimentel é médica veterinária, economista e consultora para o mercado de commodities. Atualmente é CEO da AgriFatto. Desde 2007 atua no setor do agronegócio ocupando cargos como analista de mercado na Scot Consultoria, gerente de operação de commodities na XP Investimentos e chefe de análise de mercado de gado de corte na INTL FCStone; Forbes, 24/1/22)

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