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Veja a lista das 100 maiores empresas do agronegócio do Brasil

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Por Antonio Gioia e Vera Ondei

Empresas listadas na edição 92 da revista Forbes faturaram R$ 1,29 trilhão em 2020, crescimento de 24% na comparação com o ano anterior.

 

 

A edição de número 92 da Revista Forbes, que pode ser acessada pelo aplicativo Forbes (nas lojas Google e Apple), ou no impresso, e publicada no último bimestre de 2021, trouxe a lista Forbes Agro100 ista  Forbes As 100 Maiores Empresas do Agro”.  Agora, ela está publicada abaixo e pode ser conferida aqui.

 

Mulheres, homens, máquinas… novas técnicas, tecnologias futuristas e um olhar diferente  para as coisas da terra, para o que dela podemos tirar e o que para ela devemos devolver. Essa é a síntese do trabalho de pesquisa e análise de dados conduzido pela equipe da Forbes que culminou nesta lista das 100 maiores empresas do agronegócio brasileiro em 2021, jogando luz sobre os players que têm mantido o Brasil no topo da pauta da alimentação da população mundial. A Lista Forbes Agro 100 traz as maiores empresas de capital aberto no país e quem está por trás de algumas delas. Sua elaboração teve como base informações de demonstrativos financeiros das empresas, além de dados compilados pela agência Standard & Poor’s.

 

Foram consideradas empresas (incluindo holdings e cooperativas) com faturamento no Brasil de pelo menos R$ 1 bilhão em 2020. Quando indicado, o levantamento considerou o faturamento consolidado das holdings. Foram considerados também o tipo e o grau de atuação de cada companhia ou grupo no agronegócio brasileiro, mesmo nos casos em que a relação da atividade principal com o agronegócio seja indireta. Houve algumas mudanças na metodologia em relação à edição do ano passado. Empresas de etanol e demais biocombustíveis, por exemplo, formam o segmento Agroenergia. Fertilizantes e defensivos compõem o grupo Agroquímica. Apesar de 2020 ter sido um ano que desgastou a palavra “desafiador”, o agronegócio brasileiro saiu-se muito bem.

 

O faturamento somado das 100 empresas que constam na edição da Revista Forbes foi de R$ 1,29 trilhão, um crescimento de 24% frente ao R$ 1,04 trilhão de 2019. Apenas cinco companhias tiveram faturamento menor em 2020 que no ano anterior, e houve casos em que a receita mais do que dobrou graças à alta dos preços das commodities no mercado internacional. Confira:

1) JBS

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 1953, em Anápolis (GO)

Receita: R$ 270,20 bilhões

Principal executivo: Gilberto Tomazoni

 

Maior empresa de Alimentos e Bebidas e segunda maior empresa de alimentos do mundo, a JBS é a segunda maior companhia brasileira e a maior empresa privada em faturamento. Uma gigante com cerca de 400 unidades produtivas em 15 países nos cinco continentes, a companhia vai muito além das carnes bovina, suína e de aves. Ela possui negócios correlacionados, como couros, biodiesel, higiene pessoal e limpeza, soluções em gestão de resíduos sólidos e embalagens metálicas, e recentemente entrou nos alimentos alternativos, investindo em proteína vegetal. Em 2020 a empresa voltou a apresentar um resultado recorde, com faturamento de cerca de R$ 270 bilhões, crescimento de 32% ante 2019. A empresa passou a investir também em mercados alternativos, como as carnes vegetais.

 

 

2) RAÍZEN ENERGIA

Setor: Agroenergia

Fundação: 2011, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 120,58 bilhões

Principal executivo: Ricardo Dell Aquila Mussa

 

Principal fabricante de etanol de cana-de-açúcar do Brasil e maior exportadora individual de açúcar de cana no mercado internacional, a Raízen surgiu como uma joint venture entre a Cosan e a Shell do Brasil. Possui 26 unidades produtivas e uma ampla rede de distribuição de produtos, com cerca de 7 mil postos de serviço da marca Shell, 65 terminais de distribuição e 65 aeroportos. Os resultados recentes foram beneficiados pela alta dos preços das commodities e da energia. A empresa possui 1 gigawatt de capacidade instalada de produção de energia elétrica a partir do bagaço da cana. A Raízen emprega mais de 30 mil funcionários.

 

3) COSAN

Setor: Agroenergia

Fundação: 1936, em Piracicaba (SP)

Receita: R$ 68,63 bilhões

Principal executivo: Luis Henrique Cals de Beauclair Guimarães

 

Uma das maiores empresas de agroenergia do país, a Cosan nasceu em 1936, quando os irmãos Pedro Ometto e João Ometto associaram-se ao empresário Mário Dedini para comprar a usina Costa Pinto, em Piracicaba, interior de São Paulo. Em 1989 o grupo chegou a ser o maior produtor de açúcar e álcool do mundo, com 22 empresas e moagem de 10,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 5% do total brasileiro. Atualmente, o grupo Cosan produz e exporta etanol e açúcar, gerando energia ao utilizar o bagaço da cana. Também atua na logística de açúcar e outros granéis sólidos destinados à exportação. Em 2012, o grupo adquiriu o controle da Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), privatizada pelo governo do estado, ampliando sua atuação na área de energia.

 

 

4) MARFRIG GLOBAL FOODS

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 2000, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 67,48 bilhões

Principal executivo: Miguel de Souza Gularte (América do Sul)

 

Segunda maior empresa de Alimentos e Bebidas do mundo, a Marfrig apresentou um crescimento de 38% em suas receitas em 2020 ante 2019 graças aos preços elevados e à apreciação do dólar. Esse aumento do faturamento permitiu à companhia avançar uma posição no ranking Forbes. Mais de 70% da receita veio das operações na América do Norte. A Marfrig possui capacidade de abater 31,2 mil bovinos e 6.500 ovinos por dia. Ela tem 28 unidades operacionais da América do Sul, no Brasil, na Argentina, no Chile e no Uruguai, e oito unidades nos Estados Unidos.

 

5) CARGILL

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 1865, em Conover, Iowa (EUA). No Brasil desde 1965

Receita: R$ 67,16 bilhões

Principal executivo: Paulo Sousa

 

A Cargill é um caso raro: foi fundada há 156 anos nos Estados Unidos, é uma empresa gigantesca de capital fechado e seu controle permanece com a família fundadora. Também é a maior empresa de capital originalmente não brasileiro desta lista. A companhia divulgou uma receita global recorde de US$ 134,4 bilhões em receitas no ano fiscal de 2020 (junho a maio), um crescimento de 17% em relação a 2019. A empresa surgiu a partir de um armazém para grãos e posteriormente expandiu suas atividades para outras commodities. Atualmente, a Cargill atua nas áreas de alimentos, energia e logística. No Brasil desde 1965 e empregando cerca de 11 mil funcionários, é uma das maiores indústrias de alimentos do país. É proprietária de marcas tradicionais do mercado de consumo, como o óleo de milho Mazola, a maionese Lisa e os molhos e extrato de tomate Elefante.

 

 

6) AMBEV

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 1999, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 58,38 bilhões

Principal executivo: Jean Jereissati Neto

 

Maior cervejaria do mundo, nascida da compra da Antarctica pela Brahma, a gigante industrial AmBev também atua no agronegócio. A cervejaria é uma voraz consumidora de cevada, matéria-prima do malte, principal insumo da cerveja. Nesse sentido, a Ambev produz cevada diretamente no Paraná e no Rio Grande do Sul, e atua tam bém em parceria com cooperativas nessas regiões, que produzem cevada para abastecer suas maltarias. A AmBev está estudando uma ampliação de suas atividades e mirando no mercado de energéticos.

 

7) BUNGE

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 1818, em Amsterdã (Holanda). No Brasil desde 1914

Receita: R$ 50,52 bilhões

Principal executivo: Raúl Padilla

 

Nascida como uma trading de grãos em 1818 na Holanda, a Bunge se diferencia das demais líderes do setor por sua internacionalização precoce. Em 1876, um dos sucessores da família fundadora estabeleceu-se na Argentina para facilitar a exportação de trigo para a Europa. Atualmente, a companhia está em 35 países e emprega 35 mil funcionários. No Brasil desde 1914, a Bunge possui cerca de 100 unidades entre fábricas, usinas, moinhos, portos, centros de distribuição, silos e instalações portuárias. Ela emprega cerca de 17 mil colaboradores, é líder em originação de grãos e processamento de soja e trigo, em logística e na fabricação de produtos alimentícios. Produz óleos, maionese, margarinas com marcas como Soya, Delícia, Primor, Salada, Cardeal, Suprema e Gradina. Desde 2006, atua também no segmento de açúcar e Agroenergia.

 

 

8) COPERSUCAR

Setor: Agroenergia

Fundação: 1959, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 38,7 bilhões

Presidente executivo: João Roberto Gonçalves Teixeira

 

A Copersucar é a maior cooperativa brasileira e possui um modelo de negócios único no setor sucroenergético, que inclui todos os elos da cadeia de açúcar e etanol, desde o acompanhamento da safra no campo até os mercados finais, incluindo armazenamento, transporte e comercialização. No último ano-safra, a Copersucar produziu 5,4 milhões de toneladas de açúcar, dos quais 2 milhões destinaram-se ao mercado interno e 3,4 milhões foram exportadas. A produção de etanol, porém, recuou 21,8%, caindo de 14,2 bilhões de litros para 11,1 bilhões. A Copersucar também controla a Eco-Energy, nos Estados Unidos, que no ano-safra mais recente movimentou 6,5 bilhões de litros de etanol.

 

9) BRF

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 2009, em São Paulo (fusão de Perdigão e Sadia)

Receita: R$ 33,5 bilhões

Principal executivo: Lorival Luz

 

A BRF surgiu em 2009 pela fusão de duas concorrentes. A Perdigão, fundada em 1930 em Videira (SC), e a Sadia, que surgiu na década seguinte em Concórdia, também em Santa Catarina. Como resultado da fusão, a BRF é uma das maiores empresas de alimentos do mundo e é a maior exportadora de carne de frango do Brasil. A empresa possui mais de 30 marcas em seu portfólio. Nos últimos anos, as ações da companhia vêm sendo prejudicadas por mudanças na gestão, que privilegiaram o aspecto financeiro e abriram espaço para que a concorrência crescesse, em especial no segmento de alimentos processados. No início de 2021 os rumores de uma fusão ou aquisição por parte da Marfrig ganharam volume.

 

 

10) COFCO INTERNATIONAL

Setor: Trading e Comércio

Fundação: 1949, em Pequim (China). No Brasil desde 1974

Receita: R$ 33,22 bilhões

Principal executivo: Philip Xu

 

Fundada em 1949 logo após a Revolução Comunista na China, a Cofco foi, durante décadas, a única estatal importadora e exportadora de produtos e insumos agrícolas da China. Atualmente, a Cofco é uma das maiores tradings do mundo. Em 2019, a empresa transportou 106 milhões de toneladas de soja, grãos, açúcar, algodão e café. A Cofco iniciou suas atividades comprando soja brasileira em 1974, após restabelecimento de relações diplomáticas entre China e Brasil. A companhia vem ampliando suas atividades no Brasil, ampliando seus investimentos em armazenagem e processamento de grãos.

 

11) SUZANO

Setor: Madeira, Celulose e Papel

Fundação: 1924, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 30,46 bilhões

Principal executivo: Walter Schalka

 

A alta das commodities no mercado internacional e a apreciação do dólar frente ao real vêm fazendo a Suzano, maior empresa de celulose do Brasil, divulgar sucessivos recordes em seus resultados. Seus custos de produção estão entre os menores do mundo e a companhia vem mantendo uma forte geração de caixa mesmo em períodos de baixa das cotações internacionais. Ela está avançando com o investimento na planta em Ribas do Rio Pardo (MS). Com uma distância de apenas 60 quilômetros entre a fábrica e a floresta, o projeto pode ser um dos mais competitivos do mercado. Ela elevou os investimentos previstos para R$ 19,7 bilhões na unidade. Neste ano, adquiriu três plataformas digitais de mídia. Sucesso na bolsa, as ações da empresa cresceram 111,91% no ano passado.

 

 

12) LOUIS DREYFUS

Setor: Tradings e Comércio

Fundação: 1851, na Alsácia (França). No Brasil desde 1942

Receita: R$ 27,83 bilhões

Principal executivo: Murilo Parada

 

Criada em 1851 na região francesa da Alsácia e dedicada a exportar trigo da França para a Suíça, a Louis Dreyfus atualmente é uma das principais companhias dedicadas à comercialização e aoprocessamento de grãos. É uma das poucas em presas centenárias cujo controle permanece com a família fundadora. No Brasil desde 1942, aonde chegou por meio da aquisição da Coinbra, a Louis Dreyfus atua em café, algodão, grãos, suco, oleaginosas, arroz e açúcar, sendo uma das dez maiores exportadoras do Brasil. A companhia opera cerca de 60 unidades industriais e logísticas no país e emprega 11 mil pessoas.

 

13) AMAGGI

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 1977, em São Miguel do Iguaçu (PR)

Receita: R$ 23,51 bilhões

Principal executivo: Judiney Carvalho de Souza

 

O grupo Amaggi foi um dos pioneiros na produção de soja em larga escala no Mato Grosso, onde está desde 1979. É o maior produtor de soja de capital 100% nacional e atua em outras três áreas: trading, logística e energia. Na trading, o grupo exporta soja e milho e importa e distribui insumos agrícolas, com escritórios e representações na Argentina, Paraguai, Holanda, Suíça e China. Na logística, criou e administra o Corredor Noroeste de Exportação, formado pelos rios Madeira e Amazonas, por onde são escoados os grãos das regiões noroeste de Mato Grosso e sul de Rondônia. Na energia, tem capacidade de gerar 70 megawatts por meio de cinco Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) instaladas em Mato Grosso e de uma usina termoelétrica em Itacoatiara (AM).

 

 

14) MINERVA

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 1957, em Barretos (SP)

Receita: R$ 19,41 bilhões

Principal executivo: Fernando Galetti de Queiroz

 

A Minerva Foods vem se destacando no cenário do agronegócio brasileiro por suas técnicas de gestão de riscos. A companhia não é a maior em abate de bovinos, estando na terceira posição. No entanto, ela é uma das principais exportadoras e tem sido bem-sucedida em fechar parcerias fora do Brasil. A Minerva destaca-se pela sustentabilidade, especialmente nos negócios. Em 2020 ela estruturou uma unidade de venture capital para investir em inovação e reforçou sua atuação no segmento de food service, onde as margens são melhores.

 

15) COAMO

Setor: Cooperativas

Fundação: 1970, em Campo Mourão (PR)

Receita: R$ 18,86 bilhões

Principal executivo: José Aroldo Gallassini

 

Fundada em 28 de novembro de 1970, por um grupo de 79 agricultores em Campo Mourão, na região centro-oeste do estado do Paraná, a Coamo conta com 110 unidades localizadas em 71 municípios nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, para recebimento da produção agrícola dos mais de 29 mil associados. A Coamo emprega cerca de 8 mil funcionários efetivos. O principal produto é a soja, seguida pelo milho, trigo e café. A Coamo tem um terminal marítimo em Paranaguá e dois parques industriais, no Paraná e no Mato Grosso do Sul, onde esmaga soja e produz gorduras vegetais, além de torrar e moer café, moer trigo e fiar algodão.

 

 

16) YARA BRASIL

Setor: Agroquímica

Fundação: 1905, em Notodden (Noruega). No Brasil desde 2006

Receita: R$ 16,02 bilhões

Principal executivo: Olaf Hektoen

 

A Yara foi fundada na Noruega em 1905 como uma subsidiária da companhia energética Norsk Hydro para produzir fertilizantes à base de nitrogênio por meio do processo de fixação, que consome muita eletricidade. A estratégia era aproveitar o potencial hidrelétrico do país nórdico. Posteriormente, a companhia expandiu suas atividades para petróleo e mineração e ampliou sua atuação geográfica para Oriente Médio e China, por meio de parcerias.  Em 2004 a Yara desvinculou-se da Norsk Hydro e listou suas ações na bolsa de Oslo como uma empresa independente. Está no Brasil desde 2006, quando comprou o controle da Fertibras.

 

17) AURORA

Setor: Cooperativas

Fundação: 1969, em Chapecó (SC)

Receita: R$ 13,4 bilhões

Principal executivo: Neivor Canton

 

Uma das maiores cooperativas do país, a Aurora foi fundada em 1969. Oito cooperativas do oeste de Santa Catarina uniram-se para melhorar as condições de comercialização de grãos e comprar um frigorífico que absorvesse a produção de suínos. Atualmente, a Aurora é uma das líderes na produção de alimentos no Brasil, além de ser um conglomerado produtor e exportador de grãos. Ao todo, são 11 cooperativas associadas, 30 mil empregados diretos e outros 10 mil indiretos. As unidades localizam-se em Santa Catarina, no Paraná, no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul. São sete unidades de suínos, que processam 5,2 milhões de cabeças por ano, e oito de aves, que abatem 242,6 milhões de cabeças por ano.

 

 

18) C. VALE

Setor: Cooperativas

Fundação: 1963, em Palotina (PR)

Receita: R$ 12,27 bilhões

Principal executivo: Alfredo Lang

 

Fundada por 24 agricultores paranaenses com dificuldades para armazenar a produção, escoar a safra e obter crédito e assistência técnica, a C.Vale é uma cooperativa agroindustrial que atua no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraguai. Suas atividades são amplas e diversificadas. Produz soja, milho, trigo, mandioca, leite, frango, peixe e suínos. No segmento industrial, produz amido modificado de mandioca e rações. Também comercializa insumos, peças e acessórios, revende máquinas agrícolas e mantém uma rede de supermercados. Possui 156 unidades de negócios, tem 23 mil associados e emprega 11 mil funcionários. Em 2020 a C. Vale voltou a registrar um faturamento recorde, abriu 1.191 postos de trabalho e agregou mais 1.374 produtores cooperados.

 

19) FERTIPAR

Setor: Agroquímica

Fundação: 1980, em Paranaguá (PR)

Receita: R$ 11,96 bilhões

Principal executivo: Alceu Elias Feldmann

 

A Fertipar iniciou suas operações no dia 2 de janeiro de 1980 com uma unidade processadora de fertilizantes em Paranaguá (PR), fundada por Alceu Elias Feldmann, que trabalhava como vendedor de fertilizantes na região Sul. Ele ainda hoje é o principal executivo da companhia e o 10º brasileiro mais rico segundo o ranking mais recente da Forbes. Atualmente a Fertipar é uma holding que controla 12 empresas de fertilizantes com unidades nas cinco regiões brasileiras.

 

 

20) KLABIN

Setor: Madeira, Celulose e Papel

Fundação: 1890, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 11,95 bilhões

Principal executivo: Cristiano Cardoso Teixeira

 

Uma das maiores e mais antigas fábricas de papel e papelão do Brasil, a Klabin começou como uma papelaria em São Paulo, fundada pelo imigrante lituano Mauricio Freeman Klabin. Atualmente suas atividades abrangem quatro áreas: florestal, celulose, papéis e embalagens. Possui 25 unidades industriais, sendo 24 no Brasil e uma na Argentina, e emprega 23 mil pessoas, entre funcionários diretos e indiretos. Em 2020 a empresa adquiriu as atividade de papel para embalagens (kraftliner) da International Paper, que desejava sair do Brasil, adquirindo cerca de 6,6% do mercado.

 

21) TEREOS INTERNATIONAL

Setor: Agroenergia

Fundação: 1932, em Aisne (França). No Brasil desde 2002

Receita: R$ 11,33 bilhões

Principal executivo: Pierre Santoul

 

Fundada por uma cooperativa de cultivadores de beterraba no noroeste da França para produzir açúcar, a Tereos é a terceira maior empresa de açúcar e etanol do mundo. A empresa iniciou seu processo de internacionalização nos anos 1990 e chegou ao Brasil em 2002 quando comprou uma companhia francesa controladora da Açúcar Guarani. Além da Guarani, a Tereos no Brasil é composta pela Tereos Açúcar & Energia, Tereos Amido & Adoçantes e Tereos Commodities. Possui sete unidades de processamento e duas refinarias e fábricas de derivados de milho e mandioca. A Tereos Commodities Brasil opera como trading e possui escritórios em sete países. A alta dos preços do açúcar em 2020 fez a companhia lucrar 13 vezes mais.

 

 

22) LAR COOPERATIVA

Setor: Cooperativas

Fundação: 1964, em Missal (PR)

Receita: R$ 11,28 bilhões

Principal executivo: Irineo da Costa Rodrigues

 

A Lar Cooperativa Agroindustrial foi fundada em 19 de março de 1964, na antiga Gleba dos Bispos, hoje Missal (PR), por um grupo de 55 agricultores de ascendência alemã oriundos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Atua na avicultura, na suinocultura e na pecuária leiteira. Também tem atividades industriais: beneficiamento de alimentos, produção de rações e tratamento de madeiras. Possui 28 unidades nos estados do Paraná, do Mato Grosso do Sul e de Santa Catarina, e também no Paraguai. Em 2020, o número de funcionários cresceu 18,3%, para 35,9 mil, e o total de cooperados cresceu 6,4%, para 11,7 mil.

 

23) GAVILON DO BRASIL

Setor: Trading e Comércio

Fundação: 1874, em Sioux City (Estados Unidos). No Brasil desde 2013

Receita: R$ 10,59 bilhões

Principal executivo: Marcelo Grimaldi

 

Fundada como uma trading no Meio-Oeste americano para negociar com grãos com o nome de F. H. Peavey, a empresa permaneceu com os fundadores por mais de cem anos, até 1982, quando foi comprada pela americana ConAgra Foods. Posteriormente, a Gavilon foi adquirida, em 2013, pela trading japonesa Marubeni, que já tinha operações no Brasil. A companhia é uma das maiores tradings nacionais e uma das líderes na exportação de soja. Em 2020, a companhia comercializou 10 milhões de toneladas de grãos. A trading dedica-se à originação e exportação de soja, milho e trigo.

 

 

24) BAYER

Setor: Agroquímica

Fundação: 1863, em Wuppertal (Alemanha). No Brasil, em 1896, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 9,77 bilhões

Principal executivo: Malu Nachreiner

 

Fundada na Alemanha em 1863 como uma pequena fábrica de corantes, a Bayer logo se consolidou como uma indústria química. Foi uma das primeiras empresas alemãs a se internacionalizar, iniciando esse processo em 1881. Quinze anos depois, a companhia inaugurava sua subsidiária brasileira, também focada em corantes e tintas. Quase 125 anos depois, a Bayer é uma das líderes do agronegócio brasileiro. Além das atividades conhecidas de medicamentos e produtos químicos, a empresa atua no setor por meio de sua subsidiária Bayer CropScience. Em 2021 a empresa anunciou a aposentadoria do CEO Marc Reichardt e sua substituição por Malu Nachreiner, primeira mulher a comandar a companhia no Brasil.

 

25) VITERRA

Setor: Trading e Comércio

Fundação: 1981, no Canadá. No Brasil desde 2010

Receita: R$ 9,06 bilhões

Principal executivo: Celso Bermejo

 

Uma associação entre a trading Glencor e, do empresário Marc Rich, e fundos de pensão estatais do Canadá, a Viterra é uma das principais tradings do agronegócio. No Brasil desde 2010, a companhia iniciou suas atividades por aqui por meio da aquisição da Glencana. Atualmente a companhia tem dois terminais portuários dedicados a grãos, no Pará e no Maranhão, duas usinas de etanol e açúcar no estado de São Paulo, uma empresa de processamento de soja e seis moinhos de trigo.

 

 

26) M.DIAS BRANCO

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 1936, em Eusébio (CE)

Receita: R$ 7,25 bilhões

Principal executivo: Francisco Ivens de Sá Dias Branco Júnior

 

Dona de 19 marcas de alimentos, entre elas Adria, Vitarella, Piraquê, Basilar, Zabet Isabela e Fortaleza, a M.Dias Branco, companhia que fabrica, comercializa e distribui biscoitos, massas, bolos, lanches, farinha de trigo, margarinas e gorduras vegetais, registrou um faturamento recorde de R$ 7,25 bilhões em 2020, alta de quase 19% em relação ao resultado do ano anterior. O lucro líquido cresceu 37,2% na variação anual, aumentando de R$ 557 milhões em 2019 para R$ 764 milhões em 2020. Comandada por Francisco Ivens de Sá Dias Branco Júnior, da terceira geração da família Dias Branco, a companhia que nasceu de uma padaria tornou-se líder nacional na produção de massas e biscoitos, apoiada em uma estratégia de marcas consolidadas e de exportações. Em 2020 o total exportado foi de R$ 188,6 milhões, avanço de 286% ante 2019.

 

27) ENGELHART CTP

Setor: Trading e Comércio

Fundação: 2013, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 6,86 bilhões

Principal executivo: Huw Jenkins

 

A Engelhart Commodities Trading Partners, logo abreviada para Engelhart CTP, originou-se da mesa de commodities do banco BTG Pactual, um dos principais bancos de investimento do Brasil. A companhia foi fundada em 2013, quando o BTG separou as atividades, apesar de o banco ainda manter cerca de 20% do capital da trading. Com sede em Londres e escritórios no Brasil, na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia, a Engelhart concentra seu trading físico na originação de grãos, sementes oleaginosas e café na América do Sul para entrega na Ásia, e também no trading de derivativos de energia e de metais.

 

 

28) COMIGO

Setor: Cooperativas

Fundação: 1975, em Rio Verde (GO)

Receita: R$ 6,71 bilhões

Principal executivo: Antonio Chavaglia

 

O que começou com 50 produtores dispostos a mudar o perfil de uma região reúne hoje 8.800 cooperados na Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano. Aos 46 anos, a Comigo é uma potência instalada em Rio Verde, município que ocupa o 5º lugar no ranking nacional de produção agrícola. Sua estrutura tem 11 processadoras de óleo e farelo de soja, fertilizantes, rações, suplementos minerais e sementes. Além disso, possui 20 armazéns com capacidade para armazenar 30,1 milhões de sacas, 16 lojas agropecuárias e o Instituto de Ciência e Tecnologia (ITC) dedicado à pesquisa e ao monitoramento de tecnologias.

 

29) COCAMAR

Setor: Cooperativas

Fundação: 1963, em Maringá (PR)

Receita: R$ 6,65 bilhões

Principal executivo: Divanir Higino

 

Com 15 mil cooperados que produzem soja, milho, trigo, café e laranja, a Cocamar está no Paraná, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul. Na agroindústria, a diversificação vai do processamento de bebidas, torrefação, envase de óleos, etanol, bioinsumos, suplementos e ração animal até o tratamento de madeira e indústria têxtil. A receita cresceu 50% em 2020 ante o ano anterior. O planejamento 2020-2025 prevê dobrar a receita anual e chegar R$ 10 bilhões. Para isso, a Cocamar deve investir R$ 1 bilhão em estruturas de armazenagem, lojas de insumos e instalações diversas.

 

 

30) CARAMURU

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 1964, em Maringá (PR)

Receita: R$ 6,07 bilhões

Principal executivo: Alberto Borges de Souza

 

A Caramuru se tornou uma das maiores empresas de capital nacional na armazenagem e no processamento de soja, milho, girassol e canola. São 67 armazéns, com capacidade de armazenagem de 2,1 milhões de toneladas de grãos, 11 unidades processadoras e terminais portuários em Santos (SP) e Tubarão (ES), e pelo arco norte por Itaituba (PA) e Santana (AP). Além da exportação, no mercado interno é uma fornecedora de matéria-prima para fabricantes de massas, biscoitos, snacks, corn flakes e segmentos como cervejarias, mineradoras e indústria de ração.

 

31) DEXCO

Setor: Madeira, Celulose e Papel

Fundação: 1961, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 5,88 bilhões

Principal executivo: Antonio Joaquim de Oliveira

 

Pertencente ao mesmo grupo do Itaú Unibanco e com participação acionária do grupo Ligna (antiga Satipel), a Dexco é a maior empresa do setor de construção civil do país. Desde sua origem há 60 anos produz painéis industrializados de madeira e é a maior do setor no hemisfério sul. Apesar de sua forte atuação industrial em louças e metais sanitários, é uma das maiores gestoras de florestas do Brasil, com 83 mil hectares de eucalipto plantado nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul e 42 mil hectares de áreas de conservação.

 

 

32) COOPERCITRUS

Setor: Cooperativas

Fundação: 1976, em Bebedouro (SP)

Receita: R$ 5,74 bilhões

Principal executivo: Fernando Degobbi

 

A Coopercitrus é uma potência como organização cooperativista e vem mantendo um crescimento médio de 20% ao ano em seu faturamento. Sua atuação cobre café, milho, soja e açúcar, produção de sementes, insumos e ração animal, além de uma atuação comercial com concessionárias de máquinas agrícolas, lojas de conveniência, shoppings rurais e postos de combustíveis. Na base desse movimento estão cerca de 35 mil agropecuaristas nos estados de São Paulo, Minas e Goiás. A Coopercitrus também atua na difusão de conhecimento por meio da Fundação Coopercitrus Credicitrus, entidade de ensino e pesquisa.

 

33) PIRACANJUBA

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 1955, em Piracanjuba (GO)

Receita: R$ 5,69 bilhões

Principal executivo: Marcos Helou

 

A Piracanjuba escolheu seu nome a partir de seu local de fundação. Atualmente o grupo é um dos líderes no setor de laticínios, com sete marcas principais e cerca de 160 produtos. A Piracanjuba tem laticínios localizados em Goiás, o estado de origem, e também em Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná. Em 2020 a captação de leite foi de 5 milhões de litros, o que torna a empresa criada pelos irmãos César e Marcos Helou a segunda maior do país, atrás apenas da suíça Nestlé. No ano pas sado a Piracanjuba ampliou seu portfólio de produtos, lançando cereais infantis, farinha láctea e manteiga em lata com flor de sal, além de bebidas com cereais e alimentos funcionais. A Piracanjuba encerrou 2020 com 3.390 funcionários.

 

 

34) CAMIL

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 1963, em Itaqui (RS)

Receita: R$ 5,40 bilhões

Principal executivo: Luciano Maggi Quartiero

 

Mais conhecida por seu arroz e seu feijão, a Camil é uma das empresas de alimentos mais importantes do país. Possui marcas importantes em açúcar, pescado e biscoitos, como Coqueiro, União, DaBarra, Pai João e Carreteiro. Também é dona de marcas como Costeño, Saman e Tucapel na América do Sul. Desde sua estreia na bolsa em 2017 ela vem mostrando um apetite saudável por aquisições e por expansão. No ano seguinte ao IPO a companhia adquiriu a SLC Alimentos, uma das maiores empresas de grãos do Brasil. Em 2019 ela investiu R$ 22 milhões para construir sua 12ª fábrica no país e a segunda no Nordeste, em Suape (PE), com capacidade de processar 10 mil toneladas de arroz, feijão e açúcar por mês. Em 2020 assumiu a unidade produtora de feijão da cooperativa paranaense Castrolanda. E em 2021, além de assumir a marca Café Seleto, da JDE, ela adquiriu a Santa Amália, do setor de massas, e a equatoriana Dejahu.

 

35) COPACOL

Setor: Cooperativas

Fundação: 1963, em Cafelândia (PR)

Receita: R$ 5,37 bilhões

Principal executivo: Valter Pitol

 

 

O nome Copacol vem de Cooperativa Agroindustrial Consolata. O nome é de inspiração religiosa. “Consolata”, no dialeto do norte da Itália, quer dizer “consoladora”, um dos atributos da Virgem Maria, o que mostra que a ideia original de organizar 32 famílias de agricultores que migraram para o Paraná, vindos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, veio de um padre. A organização foi criada para obter energia elétrica e, no princípio, produzia arroz, feijão, milho e café. Hoje com 6.200 cooperados e 11,3 mil colaboradores, a Copacol produz soja, milho e trigo, além de aves, suínos, gado de leite, peixes e ração animal.

 

36) COOXUPÉ

Setor: Cooperativas

Fundação: 1932, em Guaxupé (MG)

Receita: R$ 5,03 bilhões

Principal executivo: Carlos Augusto Rodrigues de Melo

 

A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé, a mineira Cooxupé, é exemplo de como a agricultura familiar pode ser um excelente negócio. A Cooxupé é a maior das 97 cooperativas de café do país, com cerca de 15 mil cooperados, sendo 95% deles pequenos produtores espalhados em cerca de 200 municípios das regiões do Sul de Minas, do Cerrado Mineiro e no Vale do Rio Pardo, no estado de São Paulo. Também é o maior exportador individual de café do mundo, com vendas para 51 países que superam 5,2 milhões de sacas exportadas. Além disso, tem uma forte atuação no setor de cafés finos, especiais e certificados, através da empresa SMC, criada em 2009.

 

37) COOPERALFA

Setor: Cooperativas

Fundação: 1967, em Chapecó (SC)

Receita: R$ 4,80 bilhões

Principal executivo: Romeo Bet

 

 

Com 20,1 mil produtores baseados no oeste de Santa Catarina, e um pequeno braço em Mato Grosso do Sul, a Cooperativa Agroindustrial Alfa tem seus negócios no tripé grãos, pecuária e insumos. Entre lojas, silos, supermercados, moegas, granjas, centros de distribuição, indústrias processadoras, postos de combustíveis e insumos, como fertilizantes, sementes e rações, a cooperativa opera 219 negócios. A Alfa fechou o ano de 2020 com 20,6 mil associados, 3,3 mil funcionários e cerca de 20 mil pessoas envolvidas em eventos on-line. Foram recebidas no período 27,4 milhões de sacas de grãos, 1,4 milhão de cabeças de suínos remetidas para abate na Aurora, mais 106 milhões de aves e 168,5 milhões de litros de leite.

 

38) BSBIOS

Setor: Agroenergia

Fundação: 2005, em Passo Fundo (RS)

Receita: R$ 4,74 bilhões

Principal executivo: Erasmo Carlos Battistella

 

No Brasil há 58 usinas de biodiesel a partir de vários tipos de matéria-prima, sendo os principais a soja e sebo animal. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a capacidade instalada nacional permite produzir 10,2 milhões de metros cúbicos por ano. Em 2020 foram produzidos 6,4 milhões de metros cúbicos, ou 62,9% da capacidade total. A BSBios está entre as maiores do setor, com duas unidades: em Passo Fundo (RS) e Marialva (PR). Sua capacidade de processamento de soja é de 1 milhão de toneladas anuais. Além do diesel renovável, a empresa produz farelo de soja, glicerina e borra, um subproduto do óleo vegetal.

 

39) AGRÁRIA

Setor: Cooperativas

Fundação: 1951, em Guarapuava (PR)

Receita: R$ 4,48 bilhões

Principal executivo: Jorge Karl

 

 

A Agrária é uma cooperativa agroindustrial, com origem em uma colônia de 500 famílias alemãs que vieram para o Brasil devido à Segunda Guerra Mundial. Atualmente a Agrária reúne 632 produtores de soja, milho, trigo e criação de animais. Em 2020 foram produzidas 921 mil toneladas de grãos, crescimento de 7% em relação ao ano anterior. Na estrutura estão unidades de negócios – com fábricas, estrutura logística e comercial –, nos setores de malte para a indústria cervejeira, óleos e farelos, farinhas, nutrição animal, sementes e processados de milho, como grits, flakes, fubás, cremes e gérmen. A cooperativa também comercializa suínos, leite e grãos produzidos pelos cooperados.

 

40) 3CORAÇÕES ALIMENTOS

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 1959, em São Miguel (RN)

Receita: R$ 4,43 bilhões

Principal executivo: Pedro Lima

 

O Grupo 3corações é uma joint venture entre a brasileira São Miguel Holding e a holandesa Strauss Coffee, pertencente ao grupo israelense Strauss. É a maior empresa do segmento de cafés no país. Em 2020 ela realizou sua maior aquisição, comprando a divisão de café torrado e moído da Mitsui Alimentos, subsidiária da Mitsui & Co. Ltd., no Japão, e da Mitsui & Co. Brasil, um negócio avaliado em R$ 210 milhões. A transação elevou seu portfólio para 29 marcas de café, além de máquinas multibebidas, achocolatados, refrescos, temperos e produtos derivados de milho. Aquisições têm sido o modelo de crescimento do grupo fundado por João Alves de Lima. A companhia também exporta cafés para os principais mercados da América Latina e Estados Unidos. No ano passado, foi a vez de investir no mercado asiático, vendendo especialmente para Japão e China.

 

 

41) ELDORADO BRASIL CELULOSE

Setor: Madeira, Celulose e Papel

Fundação: 2005, em Três Lagoas (MS)

Receita: R$ 4,43 bilhões

Principal executivo: Carmine de Siervi

 

A Eldorado processou, em 2020, 1,77 milhão de toneladas de celulose de fibra curta, a partir de eucalipto. Foi um resultado 1% inferior ao de 2019 devido a paradas programadas de manutenção no primeiro trimestre. A empresa de capital brasileiro, canadense e francês administra 230 mil hectares de áreas produtivas e 143 mil hectares em áreas de conservação. Em 2020 a Eldorado aumentou a proporção em seu portfólio de volumes destinados a um dos mercados de maior perspectiva de crescimento, o tissue. O Brasil é o maior exportador e um dos maiores produtores globais de celulose. A estimativa é de que país exporte 20,3 milhões de toneladas por ano até 2030.

 

42) INTEGRADA COOPERATIVA

Setor: Cooperativas

Fundação: 1995, em Londrina (PR)

Receita: R$ 4,42 bilhões

Principal executivo: Jorge Hashimoto

 

A paranaense Integrada Cooperativa Agroindustrial registrou um novo recorde de faturamento em 2020. Os R$ 4,42 bilhões representam uma expansão de 36% em relação aos R$ 3,25 bilhões de 2019, que já haviam sido um recorde. O número de cooperados voltou a crescer e avançou para 10,8 mil. A Integrada possui 64 unidades de recebimento de produtos agrícolas nos estados do Paraná e de São Paulo. Os itens mais importantes são soja, milho, trigo, café e laranja, mas a cooperativa também elabora produtos menos comuns, como aveia. Em 2020 foram comercializados 2,78 milhões de toneladas de grãos, alta de 35% ante 2019.

 

 

43) BIANCHINI

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 1960, em Bento Gonçalves (RS)

Receita: R$ 4,37 bilhões

Principal executivo: Antônio Bianchini

 

A Bianchini, que nasceu da sociedade de três amigos há 51 anos, atualmente possui dez unidades de recebimento, duas fábricas e um complexo exportador no porto de Rio Grande, um dos importantes canais de escoamento da produção de commodities agrícolas. A empresa comercializa 2,5 milhões de toneladas (o equivalente a 14% da safra gaúcha e 2% da brasileira). A empresa também utiliza 1,5 milhão de toneladas no processo industrial e exporta e/ou comercializa 1 milhão de toneladas in natura. Seu terminal pode armazenar 1,2 milhão de toneladas de farelos e grãos e 115 mil toneladas de óleos vegetais.

 

44) CASTROLANDA

Setor: Cooperativas

Fundação: 1951, em Castro (PR)

Receita: R$ 4,30 bilhões

Principal executivo: Willem Berend Bouwman

 

Um moinho de vento, imagem que remete aos países nórdicos, é símbolo de uma das marcas mais lembradas do cooperativismo brasileiro: a Castrolanda. Dona de 12 marcas que processam produtos do campo de 1.050 cooperados, entre elas estão produtos lácteos, processados de suínos e cortes de carne de cordeiro. O perfil dos produtores é variado, indo de grandes produções à agricultura familiar. A cooperativa inovou ao criar, ao lado de outras duas cooperativas paranaenses, a Frísia e a Capal, uma holding destinada a obter ganhos de escala. Unidas, as três organizações congregam mais de 5 mil cooperados que produzem para o mercado interno e já exportam para 25 países.

 

 

45) GRANOL

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 1965, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 4,19 bilhões

Principal executivo: José Gomes Cadette

 

A Granol iniciou suas atividades como uma prestadora de serviços de comércio internacional e atualmente é uma processadora de soja, dedicada à produção de farelo, óleo, biodiesel e glicerina. A companhia tem 11 unidades produtivas. São cinco fábricas, com capacidade de esmagamento de 3,4 milhões de toneladas de soja por ano. Três usinas de biodiesel, com capacidade de processamento de 1,07 milhão de metros cúbicos por ano, duas usinas de glicerina e uma fábrica de lecitina, além de 24 unidades de armazenamento com capacidade para 925,5 mil toneladas de grãos, em que ela emprega 1.800 funcionários. A alta dos preços da soja elevou seu faturamento em 51% em 2020 ante 2019.

 

46) CMPC

Setor: Madeira, Celulose e Papel

Fundação: 1920, em Santiago (Chile). No Brasil desde 2009

Receita: R$ 3,89 bilhões

Principal executivo: Mauricio Harger

 

A empresa iniciou suas atividades em 1920 produzindo papelão a partir de palha de trigo. Em 1959 passou à celulose. Desde então já se expandiu para outros sete países, entre eles Argentina, Colômbia, México, Peru e Uruguai. A empresa chegou ao Brasil em 2009 com a compra da unidade de papéis na cidade de Guaíba (RS), pertencente à Melhoramentos. Foi a primeira companhia chilena a emitir um Bônus Verde, em 2019. Atualmente, a companhia tem cerca de 250 mil hectares de florestas plantadas e produz 1,9 milhão de toneladas de celulose e 60 mil toneladas de papel por ano.

 

 

47) FRIMESA

Setor: Alimentos e Bebidas

Fundação: 1977, em Medianeira (PR)

Receita: R$ 3,72 bilhões

Principal executivo: Valter Vanzella

 

A Frimesa é a reunião de cinco cooperativas que atuam de forma centralizada nas cadeias de carne suína e de lácteos. A empresa foi formada pela Primato, Copagril, Lar, C.Vale e Copacol, que permanecem com as suas estruturas cooperativas independentes. É a maior empresa paranaense no abate de suínos e a quarta maior do setor no Brasil. São quatro indústrias no Paraná e uma em Santa Catarina, com produtos destinados ao varejo, food service e exportação. Em 2020 o faturamento subiu 35,8% devido à valorização da carne. Em média, os preços

subiram 31,8% no ano passado.

 

48) SÃO MARTINHO

Setor: Agroenergia

Fundação: 1907, em Pradópolis (SP)

Receita: R$ 3,69 bilhões

Principal executivo: Fábio Venturelli

 

Controlado pela holding LJN Participações, da família Ometto, o grupo sucroalcooleiro São Martinho é um gigante do setor de Agroenergia. Listado no Novo Mercado da B3, seu valor de mercado é da ordem de R$ 8,5 bilhões. Na safra 20/21 a companhia processou 22,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, apresentando uma redução de 0,5% em relação ao volume de cana processada na safra anterior devido à redução das chuvas no período. O grupo detém três unidades de produção em São Paulo e uma em Goiás. As lavouras ocupam 350 mil hectares. Embora a atividade principal seja o processamento de açúcar e etanol, o grupo está investindo R$ 350 milhões até 2022 na cogeração de energia.

 

 

49) FRÍSIA

Setor: Cooperativas

Fundação: 1925, em Carambeí (PR)

Receita: R$ 2,9 bilhões

Principal executivo: Renato Greidanus

 

Aos 96 anos, a Frísia Cooperativa Agroindustrial é a mais antiga em atividade no Paraná e a segunda mais antiga no país. No fim de 2020 estavam ligados à cooperativa 897 produtores em cerca de 30 municípios paranaenses e em 16 municípios no Tocantins. Ela chegou à região Norte do país em 2016 e ampliou a atuação em 2021 com a inauguração do segundo entreposto, localizado na cidade de Dois Irmãos. Em 2020 os cooperados entregaram 860 mil toneladas de grãos, 280 milhões de litros de leite e 27 mil toneladas de carne suína. Os cultivos foram de 122 mil hectares para soja, de 23 mil hectares para milho, 36,5 mil hectares para

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