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Com seca, produtores do Sul não cobrem custos de produção

Com seca, produtores do Sul não cobrem custos de produção
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MILHARAL SECO Imagem Blog Click Sergipe John Santana Assessoria André Moura

 

Os produtores de milho do Rio Grande do Sul vão ter um prejuízo de R$ 2.200 por hectare nesta safra de verão, o pior resultado na margem operacional entre os estados do centro-sul.

Já os produtores de Goiás terão a melhor margem, prevista em R$ 1.800 por hectare, conforme dados da consultoria Céleres.

Os custos médios de produção do milho dobraram neste ano, atingindo o correspondente a 59 sacas por hectare. Na avaliação da consultoria, ficou entre R$ 6.500 e 7.700, dependendo do estado.

Goiás terá o melhor resultado sobre as vendas, com evolução de 21% na margem deste ano, em relação à da safra anterior. Já o Rio Grande do Sul terá o pior, com retração de 47%.

Esse valor representa o quanto sobra da receita obtida, após descontados os custos diretos, que incluem sementes, fertilizantes, defensivos, mão de obra e outros.

A consultoria avaliou o desempenho de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

O cenário para os produtores de soja no Sul não é muito diferente do registrado pelo milho. Segundo a Céleres, os do Rio Grande do Sul, o estado com maior quebra de produtividade, vão ter uma margem operacional de apenas nove sacas por hectare.

Na região Sul, as margens não serão suficientes para cobrir os custos fixos, e os mais afetados serão os que plantam em terra arrendada.

A quebra no Sul, porém, eleva os preços da soja. Com isso, produtores de Minas Gerais e da Bahia terão margem operacional de 44 e 39 sacas, respectivamente.

Os custos operacionais no campo subiram 86% nesta safra, atingindo R$ 4.700 por hectare. A redução da produtividade no Sul, a valorização do dólar e as consequentes altas de preço em Chicago, porém, vão elevar as receitas dos sojicultores para R$ 9.100 por hectare, 72% a mais do que em 2020/21.

Com isso, os preços altos vão garantir uma margem recorde de R$ 4.400 por hectare, 59% acima do valor da safra anterior. Um bom resultado para os que tiveram produção normal.

A Céleres refez as previsões da produção de soja e estima apenas 125,8 milhões de toneladas nesta safra 2021/22. O potencial inicial era de 145,7 milhões.

Para o milho, a consultoria prevê 20,3 milhões de toneladas na safra de verão, 27% a menos do que esperava. Já a safra total do país, incluída a safrinha, atingirá 114,1 milhões de toneladas, 32% acima do volume de 2020/21 (Folha de S.Paulo, 24/2/22)

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