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Dubai é o novo foco para pequenos e médios exportadores do agronegócio

Legenda: Vista do Burj Khalifa, maior prédio do mundo, no centro de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos - Mohammed Salem/Reuters
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Vista do Burj Khalifa, maior prédio do mundo, no centro de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos – Mohammed Salem Reuters

 

CNA abre o terceiro escritório na Ásia para elevar exportações de produtos não convencionais.

Em busca de uma diversificação da pauta de produtos e de locais de exportação, a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) chega ao Oriente Médio, um mercado com população e renda crescentes e altamente dependente de produtos agrícolas.

No próximo dia 13, a confederação inaugura uma representação em Dubai, nos Emirados Árabes, para dar suporte aos produtores participantes do projeto Agro.BR.

O projeto é resultado de uma parceria da CNA com a Apex para viabilizar negócios internacionais de pequenos e médios agricultores de diversos setores, que incluem frutas, mel, café, lácteos, pescado, chá mate, especiarias e outros.

Empresários desses setores viajam a Dubai para visitar empresas de varejo, conhecer a zona franca e para participar da feira de alimentação Gulfood e da inauguração do escritório.

Sueme Mori, coordenadora de Inteligência Comercial da CNA, diz que os escritórios de representação têm um papel importante na compreensão da inteligência local.

Eles servem para uma definição do perfil da região, para entendimento das medidas regulatórias e da política alimentar, além de gerar oportunidades de negócios e de apresentação de novos produtos brasileiros.

Além disso, são um apoio à internacionalização dos produtos brasileiros e uma porta para os exportadores pequenos e médios. Tradicionalmente, o Brasil está muito voltado para o próprio mercado, afirma ela.

O aumento das exportações pelos pequenos e médios produtores serve não apenas para a inserção de novos produtos no mercado externo, mas também para o desenvolvimento de economias regionais. “É preciso aumentarmos a cultura de exportações, que atualmente é muito baixa”, diz Mori.

O Oriente Médio pode ser um campo fértil para os produtos brasileiros. Formado por 14 países, o bloco tem uma população que cresceu 20% em dez anos e soma 256 milhões de pessoas.

O PIB (Produto Interno Bruto) da região atinge US$ 2,7 trilhões, e as importações de alimentos giram por volta de US$ 95 bilhões por ano. O Brasil participou com US$ 7,2 bilhões no ano passado.

À medida que a renda cresce na região, as importações adquirem um perfil diferente e incluem produtos mais elaborados. Arábia Saudita, Emirados Árabes e Irã são responsáveis por 51% das importações de alimentos da região.

A tendência é de uma maior dependência alimentar desses países. A disponibilidade de terras agricultáveis é praticamente zero em vários deles. Falta água e o clima é desértico.

A agropecuária tem uma participação muito pequenas nas economias locais, ficando abaixo de 3% na maioria deles.

A CNA, que já tem escritórios em Xangai e em Singapura, passa a ter três representações na Ásia. Duas ficam localizadas nas dependências da Invest São Paulo (Folha de S.Paulo, 9/2/22)

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