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Bancada ruralista defende projeto de Lei que pode comprometer ciclo das águas e, entre outras coisas, destruir o próprio agronegócio

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Da redação: Rogério Florentino, com informações do Portal da Amazônia, mundoeducacao, G1, Oeco, FGV-GV Agro.

 

Juarez Costa (MDB/MT) e Neri Gueller (PP/MT), defendem retirada de Mato Grosso da Amazônia Legal, o que “liberaria” os ruralistas desmatarem até 80% da vegetação matogrossense. Caso seja aprovado o Projeto de Lei pode causar a falta de água e a inviabilidade da atividade produtiva em geral, além da morte de pessoas mais vulneráveis.

 

Juarez Costa (MDB) — Foto: Assessoria

Juarez Costa (MDB) — Foto: Assessoria

Juarez Costa, partindo de uma premissa equivocada, defende seu PL usando o argumento de que hoje as regras ambientais são rígidas e limitam as áreas de produção, “…o principal objetivo é aumentar a produção de alimentos”, enfatiza.

Nery Gueller foi escolhido como relator do Projeto e já começou sua peregrinação para conseguir que ele seja aprovado. Gueller é da bancada ruralista na Câmara e produtor rural em MT. Em 2006 foi coordenador do núcleo pró-soja em Lucas do Rio Verde e liderou protestos contra a política agrícola do Governo Lula. Na Câmara, foi também relator do projeto que muda as regras do licenciamento ambiental no Brasil.

Nery Gueller Foto: Rogério Florentino

Para Ana Paula Valdiones, do Observatório Socioambiental de MT (Observa-MT), o projeto não favorece a produção agrícola, porque a destruição da vegetação, traz impacto na regulação climática e impacta o regime de chuvas.

 

Representação da Amazônia Legal, da Amazônia internacional e da região Norte (Fonte adaptada: PORTAL DA AMAZÔNIA, 2015)

Segundo a diretora-executiva da organização mato-grossense Instituto Centro de Vida (ICV), Alice Thuault, a proposta é inviável sob vários aspectos.

“A proposta não para em pé. Primeiro porque tirar o estado de uma definição legal não tira o fato de que ele tem mais de 50% de floresta amazônica em seu território. Não se sustenta porque uma mudança de estatuto vai resultar em perda de acesso a políticas públicas importantes. O Mato Grosso tem programas de apoio de cooperação nacionais e internacionais que vêm justamente porque ele está dentro da Amazônia Legal. Também não se sustenta em termos de produção de alimentos. É um mito que a única opção para acabar com a fome no mundo é preciso aumentar a produção do agronegócio ou mesmo que o agronegócio precisa de mais terra para produzir mais. Não se sustenta em termos de segurança jurídica para os produtores rurais, que teriam que lidar com uma mudança nas normas do estado”, disse Thauaut.

 

Segundo ela, a proposta de Costa foi criada com fins eleitorais. “O fato de que a proposta não se sustenta e não tem nenhuma operacionalidade, nos faz pensar que ela é uma estratégia de comunicação que está sendo colocada em contexto eleitoral. O problema é que isso provoca danos diretamente às florestas, pois vivemos num estado onde só uma fala assim já pode provocar desmatamento”, conclui.

 

Os rios voadores

 

Os Rios Voadores são uma espécie de curso d’água invisível que circula pela atmosfera. As principais regiões de destino são o Centro-Oeste, Sudeste e o Sul do Brasil, sem essa umidade, o ambiente dessas regiões se transformaria num deserto.

Entenda o processo de formação dos rios voadores e sua importância para manutenção da vida principalmente na Região Centro-Oeste:

 

 

O processo de desertificação já começou

 

Um estudo publicado na revista Nature apontou que o aumento da temperatura média global em conjunto com o processo de savanização da Amazônia deixará pessoas expostas a risco extremo de calor para 11,5 milhões de pessoas até 2100.

O dado consta no estudo “Desmatamento e mudanças climáticas projetam aumento do risco de estresse térmico na Amazônia Brasileira” assinado pelos pesquisadores brasileiros Beatriz Alves de Oliveira, Marcus Bottino, Paulo Nobre e Carlos Nobre. A pesquisa foi a primeira a analisar os impactos na saúde humana dos dois processos combinados e apontou que há um limite de desmatamento para adaptação e sobrevivência da nossa espécie.

A exposição elevada ao calor devido ao desmatamento pode ser extremamente perigosa para os seres humanos, incluindo aumento do risco de condições intoleráveis para atividades de trabalho em sombra e risco intensificado de doenças relacionadas ao calor. Além disso, o aumento da exposição ao calor pode aumentar a morbidade e mortalidade em populações vulneráveis, incluindo crianças, idosos e aqueles com condições de saúde subjacentes, alertam os pesquisadores.

 

 

 

 

 

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