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Em meio a discussão semântica, Governo discorda de estudo feito por entidades do setor ferroviário que asseveram: “custará mais do que o previsto”

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Entidades ligadas ao setor ferroviário emitiram uma carta aberta apontando 16 inconsistências na mudança proposta pelo governo para a troca do modal de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande, do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para o Ônibus de Trânsito Rápido (BRT).

Segundo elas, o BRT não passa de uma faixa para transporte público e que custaria R$ 340 milhões a mais do que foi orçado pelo estado.

O governo de Mato Grosso contesta as alegações das entidades, reafirma o valor da tarifa em R$ 3,04 e questiona a metodologia usada do estudo.

Segundo as entidades, o VLT seria o melhor modal para resolver o problema do transporte de pessoas entre as duas maiores cidades de Mato Grosso. Argumentam ainda que o VLT atrapalharia menos o trânsito de veículos automotores.

Outro ponto destacado pelas entidades é o fato do governo ainda não dispor de projetos básico e executivo para a implantação do BRT e mesmo assim ter defendido a mudança de modal. As entidades e o consórcio construtor alegam que o VLT já possui as licenças necessárias para construção e também já contam com projeto básico e executivo da obra.

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A construção do VLT de Cuiabá já custou R$ 1,066 bilhão aos cofres do estado de Mato Grosso. O BRT foi proposto como uma alternativa mais barata. O governo estima que a obra vai custar R$ 480,5 milhões. Entretanto, as entidades ligadas ao setor ferroviário dizem que o a obra custará R$ 820 milhões e que a tarifa será de R$ 5,70 e não de R$ 3,04. Segundo as entidades, a estimativa é de que a tarifa do VLT seria de R$ 4,40.

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) reafirmou que o valor da tarifa previsto para o BRT é de R$ 3,04, valor inferior a estimativa para VLT que é de R$ 4,40. Destacou que ao contrário do que foi apresentado pelas entidades, a aquisição dos veículos e das baterias são investimentos realizados pelo estado e o seu valor não será repassado ao usuário do transporte, não interferindo no valor da tarifa.

Mas vale lembrar que o “Estado” é custeado pela população e a semântica não pagará as contas ao final.

Rafael Detoni é assessor de mobilidade urbana da Sinfra

Foto: Rafael Detoni, atual assessor de mobilidade urbana da Secretaria estadual de Logística e Infraestrutura (Sinfra).

Rafael, que hoje participa das decisões perante o Governo de Mauro Mendes inclusive no tocante a defesa do modal BRT participou também do governo de Silval Barbosa, onde foi decidido que seria feito o VLT.

O ex-governador foi preso durante a Operação Sodoma, que investigou a existência de uma suposta organização criminosa que cobrava propina de empresários para manter contratos vigentes com o estado, durante a gestão dele.

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Foto: Silval Barbosa em banho de sol no 1. Batalhão do Corpo de Bombeiros de Cuiabá.

Segundo Silval:

“A decisão de governo eu não quero discutir, em relação à mudança do modal, do VLT e do BRT. O Mauro está baseado, como diz o Rafael Detoni, em dados que essa equipe forneceu para ele, dados técnicos. O que me estranha é que… todo governo toma decisões, sim, pautado em dados técnicos… o que me estranha e estou tentando explicar para a população é que o Rafael Detoni, que para mim é um grande profissional da área, um grande técnico, enquanto serviu ao meu governo na Secopa era um grande técnico, e todas as decisões que eu tomei foram baseadas em estudos que ele participou”.

Tendo permanecido preso por um curto período de tempo, hoje Silval sequer usa tornozeleira, e da sua gestão restam obras inacabadas, trilhos enferrujados, vagões do VLT sob sol e chuva, e uma luta de egos entre os entes municipal e estadual.

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Por último, as entidades dizem que o BRT não ficaria pronto em 24 meses, mas sim em 50 meses, ou seja, a população não poderá usar em meados de 2025, como o prometido pelo governo.

Segundo o governo, o estudo apresentado pelas entidades não expõe metodologias de cálculo em relação aos custos do BRT e do VLT.

A contratação da empresa construtora do novo modal foi aberta pelo governo do estado com previsão de pregão para janeiro. No entanto, houve a suspensão temporária da licitação devido à pandemia da Covid-19. A abertura das propostas está marcada para o dia 17 de março.

Da redação, Rogério Florentino , com informações do G1.

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