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“Pensei estar em um hospital privado”, conta eletricista que sofreu queimaduras de 2º e 3º graus e recebeu cuidados no HMC

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“Pensei estar em um hospital privado”, essas foram as palavras do eletricista Jorge Luiz Ribeiro, 39 anos, em referência ao Hospital Municipal de Cuiabá e Pronto Socorro “Dr. Leony Palma de Carvalho” – HMC. Ele ficou surpreso com o atendimento recebido durante os 22 dias que permaneceu internado, no Centro de Tratamento de Queimados – CTQ, que funciona na unidade hospitalar.

Jorge é morador do município de Chapada dos Guimarães (distante a 66 km de Cuiabá). Ele trabalha de maneira autônoma como eletricista.  No dia do acidente ele realizava a troca do transformador de energia, localizado em uma chácara particular. “Ao colocar o alicate no fio, sofri a descarga elétrica e fiquei com queimaduras”, explicou Jorge. “Eu sempre confiro se está desligada a energia, mas neste dia eu esqueci”, lamentou. 

Segundo ele, no momento do choque, ele não sentiu muita dor e pensou se tratar de um choque leve. “Peguei minha motocicleta e fui para casa, quando tirei a camisa a minha pele das costas saiu, foi nessa hora que eu senti muita dor e percebi a gravidade”, revelou o eletricista.

O primeiro atendimento foi na Unidade de Pronto Atendimento – UPA do município de Chapada dos Guimarães, mas diante da gravidade ele foi levado de ambulância para o HMC, para se tratar no Centro de Tratamento de Queimados – CTQ, referência no estado de Mato Grosso.

Segundo médico e diretor-técnico do HMC, Vinícius Gatto, o eletricista sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus no braço direito, braço esquerdo e nas costas. “Ele recebeu tratamento adequado e específico no CTQ. Passou diariamente por higienização e curativos no local da queimadura, além das medicações. Foi necessário, ainda, procedimento cirúrgico de enxerto no braço com a equipe médica de cirurgiões plásticos”, informou.   

“Não sei o que seria de mim se não tivesse recebido esse cuidado. Fui super bem atendido, até mesmo na hora da higienização, que dói mais, as enfermeiras e técnicas em enfermagem foram cuidadosas para amenizar a minha dor. Elas brincavam comigo para me distrair. Os médicos são ótimos e dão muita atenção”, enfocou o eletricista. 

Durante o período de internação, Jorge conta que o pai morreu. “Até para informar sobre o falecimento do meu pai foi com carinho. A psicóloga veio e conversou comigo. Agradeço todos os profissionais que me atenderam. Não tenho do que reclamar. Todos foram bacanas comigo”, destacou.

No dia 27/07, Jorge recebeu alta médica. “Saio daqui feliz e com esperança de não ficar com sequelas. Já recuperei o movimento do meu braço. A fisioterapeuta do HMC me ajudou muito. Não sinto mais dor. Meu sentimento é de gratidão a todos. Aos médicos maravilhosos. As enfermeiras que no início, quando não conseguia mexer o braço, me alimentaram e ministraram a medicação na hora certa. A nutricionista pela boa alimentação. E por essa estrutura maravilhosa com quarto espaçoso e bem ventilado. Nunca faltaram medicamentos para o meu tratamento, acredito que aqui é padrão de hospital particular. Minha nota é 10”, enfatizou Jorge.

Paulo Rós, diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, responsável pela administração do HMC, informou que neste primeiro semestre de 2022 o CTQ atendeu 80 pacientes vítimas de queimaduras. “O CTQ é referência em Mato Grosso, extremamente fundamental na assistência de pacientes de todo o estado”, ressaltou.

O prefeito Emanuel Pinheiro destacou que a sua gestão revolucionou o CTQ. “Mudamos o setor para o HMC, o maior hospital do estado de Mato Grosso. Investimos muito para estruturar adequadamente o CTQ, além da ampliação do número de profissionais. Todo o investimento é para cuidar da nossa gente que tanto merece atendimento digno e humanizado”, enfocou. 

CTQ 

O Centro de Tratamento de Queimados do HMC conta com equipe multidisciplinar para oferecer o tratamento mais completo aos seus usuários. São técnicos de enfermagem, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e cirurgiões plásticos. A unidade conta com uma infraestrutura moderna e equipamentos de ponta, como câmara hiperbárica (que ajuda no processo de oxigenação dos tecidos do corpo, favorecendo a granulação e cicatrização) e dermátomos elétricos, equipamentos utilizados para corte no transplante de pele.  

 

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