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Polícia desmantela célula por tortura e morte de jovem em MT

Polícia Civil de MT deflagra Operação Proditio para desarticular célula de facção responsável por tortura e morte de adolescente em Araputanga.

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Operação Proditio
Operação Proditio cumpre mandados em Araputanga e Jauru contra facção criminosa. (Foto: Assessoria PJC-MT

Ação policial cumpre 21 ordens judiciais contra grupo que executou adolescente de 16 anos no “tribunal do crime” em Araputanga

A resposta estatal à brutalidade extrema chegou nas primeiras horas desta sexta-feira (16). Equipes da Polícia Civil de Mato Grosso tomaram as ruas de Araputanga e Jauru para desarticular uma célula criminosa responsável pela tortura e execução de uma adolescente de 16 anos. Batizada de “Operação Proditio”, a ação cumpre 21 ordens judiciais contra integrantes de uma facção que atua na fronteira.

O foco da operação é um grupo organizado. As investigações apontam que estes indivíduos exerciam liderança e impunham disciplina violenta na região. Ao todo, a Vara Única de Araputanga expediu quatro mandados de prisão preventiva e três de internação provisória contra menores. Além disso, os agentes cumprem sete ordens de busca e apreensão e sete quebras de sigilo de dados.

O tribunal do crime

O caso que motivou a ofensiva policial revela requintes de crueldade. No dia 19 de outubro de 2025, a jovem E.C.R.O. foi atraída para uma casa no bairro Jardim Village, em Araputanga. Ali, ela enfrentou o chamado “salve” — um eufemismo para sessões de tortura decretadas pelo tribunal da facção.

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Durante horas, a adolescente sofreu agressões sistemáticas. Os criminosos utilizaram socos, chutes e até afogamento em uma caixa-d’água. Não satisfeitos, aplicaram choques elétricos com um ventilador adaptado antes de estrangulá-la com um lençol. Toda a barbárie foi transmitida em tempo real. Os executores fizeram videochamadas para outras lideranças do grupo, o que demonstra a organização e a frieza dos envolvidos.

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O corpo da vítima só foi localizado dois dias depois, em 21 de outubro, às margens do Rio Bugres. A perícia técnica confirmou o horror vivido pela garota. O laudo necroscópico apontou morte por asfixia mecânica (estrangulamento), além de sinais claros de defesa, múltiplos hematomas e lesões compatíveis com violência sexual.

Traição e hierarquia

Lideranças locais da facção ordenaram a execução como medida punitiva. A motivação gira em torno de uma suposta “traição passional”. A vítima teria envolvimento no desaparecimento de outro integrante do grupo, ocorrido dias antes do crime.

Por isso, o nome da operação é “Proditio”, que significa traição em latim. A investigação da Delegacia de Araputanga mapeou uma hierarquia rígida. Os alvos de hoje não eram meros soldados, mas peças que coordenavam atividades e validavam as sentenças de morte.

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O delegado Cleber Emanuel Neves, responsável pelo caso, destacou a importância de retirar esses indivíduos de circulação. Para ele, a ação quebra a espinha dorsal do comando local.

“Todas as provas colhidas evidenciam a necessidade de medidas cautelares severas para desarticular essa célula criminosa e impedir a reiteração dos crimes no município e na região, visando não apenas responsabilizar os autores do homicídio qualificado, mas também desmantelar a hierarquia local da facção criminosa”, afirmou o delegado.

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Agora, o trabalho continua. As autoridades analisam os materiais apreendidos para identificar outros possíveis envolvidos e garantir que a estrutura não se recomponha.

 

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VÁRZEA GRANDE

CMEI Édson Reveles Pereira recebe reparos após princípio de incêndio e mantém atendimento às crianças

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O CMEI Professor Édson Reveles Pereira, em Várzea Grande, passou por uma série de reparos após um princípio de incêndio registrado na última terça-feira (1º). O incidente, provocado por um curto-circuito no aparelho de ar-condicionado de uma das salas, ocasionou danos pontuais na estrutura da unidade e levou ao isolamento do espaço afetado para garantir a segurança de alunos e profissionais.

Apesar do ocorrido, o funcionamento do CMEI não foi prejudicado. As atividades seguiram normalmente, e as crianças continuaram sendo atendidas pela equipe da unidade.

Os serviços de recuperação foram concluídos nesta quinta-feira (3), incluindo a substituição do trecho do telhado danificado pelas chamas, a instalação de um novo aparelho de ar-condicionado e a pintura da área afetada pelo princípio de incêndio.

De acordo com a responsável pelo setor de Obras, Aliestt Rodrigues, a equipe atuou de forma rápida para que os reparos fossem realizados com segurança e sem comprometer a rotina das crianças.

“Assim que tomamos conhecimento do ocorrido, nossa equipe esteve no local para avaliar os danos e definir as medidas necessárias. O espaço foi isolado e os reparos foram realizados de forma ágil, garantindo que tudo pudesse ser recuperado com segurança. Nosso objetivo é assegurar que as unidades estejam sempre em boas condições para receber nossas crianças e profissionais”, destacou.

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A intervenção faz parte do trabalho de manutenção e acompanhamento da estrutura física das unidades da Rede Municipal de Ensino, com atenção especial às situações que possam oferecer qualquer risco à comunidade escolar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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